Fale Menos, Para Chegar Mais Perto

Para a prática desta semana: OBSERVAR O USO DA SUA PALAVRA

Normalmente caímos na 'armadilha da porta giratória', pela qual somos levados a crer que temos (quase todas) as respostas ou ideias criativas para os inputs que recebemos.

Esta reação tem raízes na ciência. Fornecer uma solução rápida que leve uma pessoa ou grupo do ponto A ao ponto B conduz rapidamente a sentimentos de importância. O corpo libera a dopamina, química do bem-estar durante esse processo, que explica como alguns de nós não podemos deixar de ter todas as respostas. Estamos oferecendo valor de curto prazo por sermos 'pessoas de referência'.


Pode ser interessante não estar tão 'engajado/a' em realizar ou apresentar algo logo na largada. Escutar mais torna-se um desafio ao hábito reativo, ao mesmo tempo que nos empurra a estarmos presentes e possíveis, tanto em contato com nossas tagarelices e necessidades do momento, quanto para com o outro.

Há uma maneira de tornarmo-nos mais assertivos/as em nossas comunicações? Se você está preparado/a para confrontar suas próprias suposições, dê os primeiros passos abaixo nessa prática.


Numa escala de "frequentemente" até "raramente", avalie sua posição em várias situações ao longo da semana, com as seguintes reflexões:


# numa reunião, monopolizo grande parte da conversa (fala mais ou menos tanto quanto todo mundo?)

# para reuniões, faço uma agenda definindo o que vou dizer

# escrevo todas as perguntas que preciso fazer

# ao fazer um pedido ou dar feedback costumo inserir o termo "você deveria..." ou "você precisa..."

# em situações difíceis costumo apreciar e reconhecer o que deu certo, mesmo quando as coisas deram errado

# quando faço um pedido à alguém, abro a possibilidade para que a pessoa possa também dizer não

# em situações que precisam de alguma decisão, espero os outros colocarem antes suas sugestões para que eu possa oferecer a minha

# em uma conversa, ajudo as pessoas a sentirem-se confortáveis dividindo suas preocupações e desafios

# ao dividir incômodos costumo dizer "eu me sinto desta forma..." ao invés de "eu percebo que você..."

# estou ciente quando cometo erros ou magoo alguém e peço desculpas quando o faço (isso vale também para si mesmo/a?)

# evito dizer afirmações do tipo "você sempre..." ou "você nunca..."

Fique à vontade como registrar seus insights e participar dos próximos encontros abertos e rápidos.

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